Coloquei abaixo um trecho de um documentário do Dr.Martin Lloyd-Jones sobre George Whitefield, um poderoso homem de Deus. Este documentário é bastante encorajador, além de ser uma relíquia pois mostra o maior expositor bíblico do século XX num documentário. É de fato uma raridade. Vejamos o que Deus faz através do homem dedicado ao Seu serviço.
Assistam
Nota: George Whitefield, (16 de dezembro de 1714 - 30 de setembro de 1770) foi um pastor anglicano itinerante, que ajudou a espalhar o Grande Despertar na Grã-Bretanha e, principalmente, nas colônias britânicas norte-americanas. Conhecido como o "príncipe dos pregadores ao ar livre", foi o evangelista mais conhecido do século XVIII. Pregou durante 35 anos na Inglaterra e nos Estados Unidos, quebrou as tradições estabelecidas a respeito da pregação e abriu o caminho para a evangelização de massa. Enquanto jovem sua sede de Deus o tornou consciente de que o Senhor tinha um plano para sua vida. Para preparar-se, jejuava e orava regularmente, e muitas vezes ia ao culto duas vezes por dia. Na Universidade de Oxford (Inglaterra) cooperou com os irmãos John e Charles Wesley, participando com eles no "Clube Santo". (Fonte: Wikipédia)
Este blog destina-se a todos os cristãos que desejam sinceramente uma vida mais frutífera na seara do Senhor, que aspiram a uma mudança no mundo através da salvação de almas e do crescimento espiritual da igreja.
Magmel blogger barra
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Entrevista com o Dr. Martin Lloyd-Jones em Vídeo - Legendado
Martin Loyd-Jones, o maior expositor da Bíblia no Século XX foi entrevistado. Segue um pequeno trecho desta entrevista em vídeo legendado.
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
A Reforma: As Orações de Lutero e do Povo
Extraí do livro de William E. Allen este trecho encorajador. É pequeno porém edificante.
A Reforma
William E. Allen*
Por amargas provas, Martinho Lutero conheceu as agonias espirituais do povo e o fracasso de quaisquer boas obras darem certeza de salvação. Começou então a ler a Biblia e, aos poucos, a verdade da justificação pela fé raia-lhe na alma.
É admirável acompanhar o desenrolar da obra de Lutero. A Reforma ardia-lhe no coração. à medida que enfrentava cada situação difícil, apoderava-se do poder e da sabedoria divina. Lutero orava, horas seguidas cada dia. Certa vez um espia o acompanhou a um hotel. No dia seguinte contou ao patrão que Lutero tinha orado por quase toda a noite e que ele jamais poderia vencer uma pessoa que orava daquele jeito.
Um dia Lutero soube que Melancton estava morrendo. Apressou-se a vê-lo e tentar voltar-lhe a lucidez. Melancton olhou para ele e disse: " Oh Lutero, é você? Por que não me deixa partir em paz? - "Nós ainda não podemos perdê-lo , Filipe", respondeu Lutero; e voltando-se, caiu de joelhos, e lutou com Deus pelo seu restabelecimento. Foi daí que Melancton recobrou a saúde. Lutero disse: "Deus me restituiu o meu irmão Melancton, como resposta direta à oração."
Lutero sabia o que significava angustiar-se em oração e batalhar contra os poderes das trevas que afundavam o mundo inteiro. Ouçamo-lo em uma das agonias de espírito na oração, na manhã do dia em que teve de fazer sua defesa perante a Dieta de Worms.
" Oh Deus Altíssimo e Eterno! Qual terrível é este mundo! Qual fraca é a carne, e qual poderoso é satanás! Oh, Deus! Oh, Deus! Oh, Deus! Ajuda-me a enfrentar toda a sabedoria do mundo! Pois esta obra não é minha, mas Tua. A causa é Tua, e é uma causa justa e eterna. Oh, Senhor! Ajuda-me! Fiel e imutável Deus! Tu me escolheste para esta obra, eu bem o sei. Opera então, ó Deus, fica ao meu lado, por amor do Teu bem amado Jesus Cristo. Amém”
Deus respondeu imediatamente esta oração, e revestiu Lutero de tal poder e sabedoria que naquele mesmo dia ganhou a maior vitória na história da Reforma.
A Reforma logo espalhou-se pela Germânia, França, Suíça, Holanda, Dinamarca, Polônia, Suécia e as Ilhas Britânicas. Mas por traz deste poderoso movimento devemos lembrar que havia as orações agonizantes de milhares de corações; havia também muita pregação das doutrinas do Evangelho e, com a invenção da imprensa, uma vasta divulgação das Escrituras.
*Fonte: Allen, William E. História dos avivamentos religiosos. Trad. Helcias Câmara. Rio: Casa Publicadora Batista, 1958. pp 16-17.
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Súmula sobre O Grande Despertamento
Amados, segue um trecho de livro sobre o Avivamento, para nos mostrar a importância de um avivamento na Igreja.
O Grande Despertamento
Este avivamento na América começou em 1735. O avivamento de Jonathan Edwards foi o começo deste despertamento que continuou por uns vinte e cinco anos, e foi poderoso em muitos Estados da América do Norte.
De Northampton, o avivamento espalhou-se até Hadley do Sul, Suffield, Sunderland, Green River, West Springfield, Long Meadow, Enfield e Northfield. Destas cidades, como centro, espalhou-se por Nova Inglaterra e Estados Centrais.
Os líderes deste avivamento foram Edwards, os Tennents, Davenport e Whitefield. As pregações de Withefield despertaram o País todo; mas devemos lembrar-nos que ele pregava a um povo cujos corações estavam preparados, e que ansiava pela mensagem do Evangelho.
Deste período William Conant escreve: “A pregação do Evangelho era acompanhada do poder mais admirável em toda a parte de Nova Inglaterra; e os avivamentos deram nova vida e multiplicaram membros para as Igrejas, em maior número de cidades do que podemos assinalar neste pequeno espaço, por todo o Estado de Nova Inglaterra e Estados do Centro.
“Não se pode duvidar que pelo menos 50.000 almas foram acrescentadas às Igrejas de Nova Inglaterra, pessoas que vinham de uma população de 250.000 - fato suficiente para revolucionar, com realmente o fez, o caráter religioso e moral do País, e para afetar o seu destino”.
“Nada menos de 150 novas Igrejas Congregacionais foram fundadas em vinte anos. O crescimento de Igrejas Batistas na segunda metade do século, foi ainda mais admirável, aumentando de 9 a 400 em número, com um total de Trinta mil membros.” Houve idêntico crescimento na Igreja Presbiteriana e em outras.
“Os novos convertidos eram ‘fervorosos em espírito’. Eles tinham paixão pela salvação das almas. Empreendimentos nunca vistos foram empregados imediatamente para a divulgação do Evangelho. Alguns iam de casa em casa , em suas respectivas vizinhanças, ‘admoestando e ensinando a todo o homem’, exortando a todos a voltar-se ao Senhor. Pastores piedosos eram despertados a um esforço fora do comum, e crentes antigos revovavam a mocidade. O Senhor dava a mensagem e grande era o número dos que a anunciavam”.
“Eles tinham profundas convicções do mal do pecado e do perigo do estado de rebelião. O amor de Deus em Crsito dominava-lhes as almas. As suas visões das solenes realidades do mundo vindouro eram vívidas e comoventes. Seus ingentes apelos faziam tremer os duros de coração, silenciar os perversos , e arrancavam lágrimas dos pecadores arrojados e endurecidos. Dezenas de milhões curvavam-se ante o poder da Verdade. Alguns dos mais poderosos pregadores emigraram para outros países; e por onde quer que iam, dilúvios de bênçãos corriam sobre a terra”.
Extraído de História dos Avivamentos Religiosos, de William E. Allen. Trad. De Helcias Câmara. Rio: Casa Publicadora Batista, 1958. P. 22-24.
sábado, 30 de julho de 2011
Princípios para a Igreja Ser Eficaz no Mundo Decadente Pós-Moderno conforme John MacArthur Jr.
Amados, estamos diante de um desafio muito grande nesta época. Nunca o mundo enfrentou tantos problemas como os que temos hoje e juntos ao mesmo tempo. A Igreja mais do que em outras épocas precisa de uma visão clara da vontade de Deus para este mundo decadente e a cada dia piorado. O que incomoda muitos na igreja é certa forma de metodologia que desconsidera os valores, ensinos e princípios bíblicos. Há muita programação nas igrejas pensadas sem uma perspectiva bíblica, sem levar em conta o que a Bíblia, a Palavra de Deus, ensina. O mundo ri dos cristãos porque não se sente incomodado com pregação, ensino e métodos ameaçadores. Ele pode, sob a orientação do diabo, seguir seu curso infernal.
A partir desta realidade, gostaria de anexar aqui uns trechos de um livro de John MacArthur Jr. cujo título é Princípios para uma Cosmovisão Bíblica, editora Cultura Cristã, 2003. Creio que ele toca nos pontos que, embora nos sejam tão óbvios, foram abandonados por uma parte dos segmentos que se dizem evangélicos nos Estados Unidos e também aqui no Brasil. Seguem os trechos:
Introdução
John MacArthur Jr.
“No Movimento de Jesus de 1960 e 1970, o sinal One way [Mão única] — o dedo indicador levantado — se tomou um ícone popular. Adesivos de pára-choques e alfinetes de lapela com os dizeres One way eram encontrados em toda parte e o slogan se tomou as palavras identificadoras dos evangélicos.
O movimento evangélico naqueles dias era extremamente diversificado (De certa forma era ainda mais eclético do que é atualmente). Ele incluía tudo desde o Povo de Jesus, que era parte integral da cultura jovem daquela época, aos fundamentalistas da direita, que desprezavam tudo o que fosse contemporâneo. Contudo, todos tinham pelo menos uma coisa importante em comum: Eles sabiam que Jesus Cristo é o único caminho para o céu. A One way parecia uma crença inabalável de todos os evangélicos.
Esse já não é mais o caso. O movimento evangélico da atualidade não está mais unido em torno desse ponto.
Alguns que se denominam evangélicos andam insistindo abertamente que a fé só em Jesus não é o único caminhopara o céu. Eles agora estão convencidos que os povos de todas as crenças estarão no céu. Outros simplesmente estão acovardados, constrangidos ou hesitantes em afirmar a exclusividade do evangelho numa época em que o exclusivismo, pluralismo e tolerância são tidos pelo mundo secular como virtudes supremas. Eles pensam que seria um tremendo fora cultural declarar que o Cristianismo é a única verdade e que todas as outras crenças são erradas. Aparentemente o maior medo que o movimento evangélico tem hoje em dia é de ser visto como posicionado em desarmonia com o mundo.
Por que se deu essa dramática mudança? Por que o movimento evangélico abandonou aquilo que outrora aceitava como verdade? Eu creio que é porque, em sua busca desesperada pelo relevante e atual (na moda), os líderes da igreja na verdade não conseguiram ver para onde se encaminha o mundo contemporâneo e por quê.
Nós não estamos mais vivendo no mundo moderno. Este é o mundo pós-moderno. E o pós modernismo é tão hostil àverdade do Cristianismo quanto o foi o modernismo — talvez mais ainda. As questões filosóficas são diferentes, mas a hostilidade do mundo para com a verdade das Escrituras não diminuiu nem um pouco. Este não é o momento de se fazer amizade com o mundo. E certamente não é tempo de capitular aos gritos do mundo por pluralismo e inc1usivismo. A menos que recuperemos nossa convicção de que Cristo é o único caminho para o céu, o movimento evangélico se tornará cada vez mais fraco e irrelevante. É irônico que tantos que estão demolindo a exclusividade de Cristo, assim fazem porque acreditam que isso é uma barreira à "relevância". Na verdade, o Cristianismo não é relevante de modo algum se ele for apenas um dos muitos caminhos para Deus. A relevância do evangelho tem sido sempre sua exclusividade absoluta, sumariada na verdade que só Cristo fez a expiação pelo pecado e, portanto, só Cristo pode fazer a reconciliação com Deus daqueles que crêem somente nele.
A igreja primitiva pregou a Cristo crucificado, sabendo que a mensagem era uma pedra de tropeço para os judeus religiosos e loucura para os gregos filósofos (1Co 1.23). Nós precisamos recuperar essa ousadia apostólica. Nós precisamos lembrar que pecadores não são ganhos através de relações públicas bem engendradas, mas o evangelho — uma mensagem inerentemente exclusiva — é o poder de Deus para a salvação. Este pequeno livro deve ser um lembrete da distinção do evangelho. Justamente esta estreiteza coloca o Cristianismo à parte de qualquer outra cosmovisão. Afinal de contas, o ponto central do sermão melhor conhecido de Jesus foi declarar que a estrada para a destruição é larga e bem viajada, enquanto que a estrada da vida é tão estreita que poucos a encontram (Mt 7.14). Nossa obrigação como embaixadores de Deus é justamente apontar a estrada tão estreita. Cristo é, ele mesmo, o único caminho para Deus, e obscurecer o fato é, na realidade, negar Cristo e desacreditar o evangelho em si. Devemos resistir à tendência de sermos absorvidos nas modas e modismos do pensamento humano. Nós precisamos enfatizar, não diminuir, o que torna o Cristianismo único. E para fazer isso de modo eficaz, nós precisamos ter uma melhor compreensão de como o pensamento do mundo está ameaçando a sã doutrina na igreja. Devemos ser capazes de apontar exatamente onde a estrada estreita se afasta da estrada larga. É para esta finalidade que eu ofereço este pequeno volume. É apenas uma breve resenha, mas minha oração é que ele ajude a estabelecer a verdade do evangelho em contraste claro para com a sabedoria deste mundo. "Ninguém se engane a si mesmo: se alguém dentre vós se tem por sábio neste século, faça-se estulto para se tornar sábio”. Porque a sabedoria deste mundo é loucura diante de Deus; porquanto está escrito:
"Ele apanha os sábio na própria astúcia deles" (1Co 3.18,19)
Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai
senão por mim. (Jo 14.6)
Capítulo 1
A Igreja versus o Mundo.
Irmãos, não vos maravilheis se o mundo vos odeia. (1Jo 3.13)
Por que os evangélicos tentam tão desesperadamente cortejar o favor do mundo? As igrejas planejam seus cultos de adoração para servir aos "sem-igreja". Os produtores cristãos imitam a coqueluche mundana do momento em termos de música e entretenimento. Os pregadores se sentem aterrorizados de que a ofensa do evangelho possa fazer alguém se voltar contra eles; então deliberadamente omitem partes da mensagem que o mundo pode não se agradar. O movimento evangélico parece ter sido sabotado por legiões de falsos especialistas mundanos que estão empenhados em tentar fazer o melhor que podem para convencer o mundo de que a igreja pode ser tão inclusiva, pluralista e de mente aberta quanto a mais politicamente correta pessoa mundana. A busca pela aprovação do mundo é nada mais, nada menos que adultério espiritual. Na verdade, isto é precisamente a imagem que o apóstolo Tiago usou para descrevê-la. Ele escreveu:
"Infiéis [NKN: "adúlteros e adúlteras"], não compreendeis que a amizade do mundo é inimiga de Deus? Aquele, pois, que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus. (Tg 4.4)
Existe e sempre existiu uma incompatibilidade fundamental, irreconciliável entre a igreja e o mundo. O pensamento cristão é totalmente desarmônico com todas as filosofias da História. A fé genuína em Cristo implica numa negação de todo valor mundano. A verdade bíblica contradiz todas as religiões do mundo. O próprio Cristianismo é, portanto, virtualmente contrário a tudo o que este mundo admira. Jesus disse a seus discípulos, "Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós outros, me odiou a mim. Se vós fosseis do mundo, o mundo amaria o que era seu; como, todavia, não sois do mundo, pelo contrário, dele vos escolhei, por isso, o mundo vos odeia" (Jo 15.18,19).
Observe que o nosso Senhor considerou como certo que o mundo desprezaria a igreja. Longe de ensinar a seus discípulos a que tentassem ganhar o favor do mundo, reinventando o evangelho para se adequar às suas preferências, Jesus expressamente advertiu que a busca pelas aclamações mundanas é uma característica dos falsos profetas: "Ai de vós, quando todos vos louvarem' Porque assim procederam seus pais com os falsos profetas" (Lc 626). Ele foi mais longe, "Não pode o mundo odiar-vos, mas a mim me odeia, porque eu dou testemunho a seu respeito de que as suas obras são más" (Jo 7.7). Em outras palavras, o desprezo do mundo pelo Cristianismo deriva de motivos morais, não intelectuais: "O julgamento é este: que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz; porque as suas obras eram más. Pois todo aquele que pratica o mal aborrece a luz e não se chega para a luz, a fim de não serem argüidas as suas obras" (Jo 3.19,20). É por esta razão que, não importa quão dramaticamente a opinião do mundo possa vir a variar, a verdade cristã não será jamais popular ao mundo.Contudo, virtualmente em toda época da história da igreja, tem havido gente na igreja que está convencida de que a melhor maneira de ganhar o mundo é satisfazer os seus gostos. Tal tipo de abordagem tem sempre sido em detrimento da mensagem do evangelho. As únicas vezes que igreja causou impacto significativo sobre o mundo foi quando o povo de Deus permaneceu firme, se recusou a compactuar e ousadamente proclamou a verdade apesar da hostilidade do mundo. Quando os cristãos se desviam da tarefa de confrontar os enganos do mundo com as impopulares verdades bíblicas, a igreja invariavelmente perde sua influência e impotente se mescla ao mundo. Tanto as Escrituras quanto a História atestam esse fato. E a mensagem cristã simplesmente não pode ser torcida para se conformar com a instabilidade da opinião do mundo. A verdade bíblica é fixa e constante, não sujeita a mudança ou adaptação.
A opinião do mundo, por outro lado, está sempre em fluxo constante. Os vários modismos e filosofias mudam radicalmente e regularmente de geração para geração. A única coisa que permanece constante no mundo é seu ódio por Cristo e seu evangelho. Ao que tudo indica, o mundo não abraçará por muito tempo qualquer das ideologias que estão atualmente em voga. Se a História servir como indicador, quando nossos netos se tomarem adultos a opinião do mundo terá sido dominada por um sistema completamente novo de crenças e um conjunto de valores totalmente diferente. A geração de amanhã renunciará a todas os modismos e filosofias de hoje, mas urna coisa permanecerá imutável: até que o Senhor mesmo volte, seja qual for a ideologia que ganhe popularidade no mundo, ela será tão hostil às verdades bíblicas corno o foram todas as precedentes.
MODERNISMO
Pense no que aconteceu no século passado, por exemplo. Cem anos atrás a igreja estava ameaçada pelo modernismo.
Modernismo era uma cosmovisão baseada na noção de que somente a ciência podia explicar a realidade. O modernista, com efeito, começou com a pressuposição de que nada sobrenatural é real.
Deveria ter ficado instantaneamente óbvio que o modernismo e o Cristianismo eram incompatíveis no nível mais básico. Se nada sobrenatural era real, então grande parte da Bíblia seria falsa e sem autoridade; a encarnação de Cristo seria um mito (anulando a autoridade de Cristo também); e todos os elementos sobrenaturais do Cristianismo, incluindo o próprio Deus, teriam de ser totalmente redefinidos em termos naturalistas. O modernismo foi anticristão até à sua medula.
Não obstante, a igreja visível no começo do século 20 ficou cheia de gente que estava convencida de que modernismo e Cristianismo podiam e deviam ser conciliados. Eles insistiam que se a igreja não acompanhasse o passo com dos tempos, abraçando o modernismo, o Cristianismo não sobreviveria ao século 20. A igreja se tornaria paulatinamente irrelevante para o povo moderno, eles diziam, e logo desapareceria. Assim sendo, eles inventaram um "evangelho social" desprovido do verdadeiro evangelho da salvação.
Naturalmente, o Cristianismo bíblico sobreviveu o século 20 muito bem, obrigado. Nos lugares onde os cristãos permaneceram comprometidos com a verdade e autoridade das Escrituras, a igreja floresceu, mas, ironicamente, aquelas igrejas e denominações que abraçaram o modernismo foram as que se tornaram pouco a pouco irrelevantes e desapareceram antes do fim do século. Muitos edifícios de pedra, grandiosos, mas quase vazios, dão testemunho da fatalidade da conformação com o modernismo.
POS-MODERNISMO
O modernismo é agora considerado como um modo de pensar do passado. A cosmovisão dominante tanto no círculo secular quanto no acadêmico atualmente é chamada de pós-modernismo. Os pós-modernistas têm repudiado a confiança absoluta dos modernistas na ciência como único caminho para a verdade.
Na realidade os pós-modernistas perderam completamente o interesse pela "verdade", insistindo que não existe tal coisa como verdade absoluta ou universal.
O modernismo era de fato asneira e precisava ser abandonado, mas o pós-modernismo é um passo trágico na direção errada. Ao contrário do modernismo, que estava ainda preocupado com a possibilidade de convicções básicas, crenças e ideologias serem objetivamente verdadeiras ou falsas, o pós-modernismo simplesmente nega que qualquer verdade possa ser objetivamente conhecida.
Para o pós-modernista a realidade é o que o indivíduo imagina que seja. Isso significa que o que é "verdadeiro" é determinado subjetivamente por cada um, e não existe tal coisa como a chamada verdade objetiva, com autoridade que governa ou se aplica universalmente a toda humanidade. O pós-modernista acredita naturalmente que não faz sentido debater se a opinião A é superior à opinião B. No final de contas, se a realidade é meramente uma invenção da mente humana a perspectiva de verdade de uma pessoa é afinal tão boa quanto a de outra.
Tendo desistido de conhecer a verdade objetiva, o pós-modernista se ocupa em lugar disso, com a busca para "entender" o ponto de vista da outra pessoa. Então as palavras "verdade" e "compreensão" tomam significados radicalmente novos. Ironicamente, "compreensão" requer que primeiro de tudo desacreditemos na possibilidade de conhecer qualquer verdade afinal. E "verdade" se torna nada mais do que uma opinião pessoal, geralmente melhor guardada para si mesmo.
Essa é uma exigência essencial, não negociável que o pós-modernismo faz a todo mundo: nós não devemos pensar que conhecemos qualquer verdade objetiva. Os pós-modernistas freqüentemente sugerem que toda opinião deveria receber igual respeito. E, portanto, numa visão superficial, o pós-modernismo parece movido por uma preocupação pela mente aberta para se chegar à harmonia e tolerância. Tudo soa muito caridoso e altruísta, mas o que realmente sublinha o sistema de crenças pós-modernistas é uma intolerância total por toda cosmovisão que faça alegações de qualquer verdade universal particularmente o Cristianismo bíblico.
Em outras palavras, o pós-modernismo começa com uma pressuposição que é irreconciliável com a verdade objetiva, divinamente revelada nas Escrituras. Da mesma forma que o modernismo, o pós-modernismo é fundamental e diametralmente oposto ao evangelho de Jesus Cristo.
PÓS-MODERNISMO E A IGREJA
Não obstante, a igreja atualmente está cheia de gente que advoga idéias pós-modernistas. Alguns deles fazem isso consciente e deliberadamente, mas a maioria o faz sem querer (Tendo embebido demasiado do espírito dos tempos, eles estão simplesmente regurgitando opiniões do mundo). O movimento evangélico como um todo, ainda se recuperando de sua longa batalha contra o modernismo, não está preparado para um adversário novo e diferente.Muitos cristãos, portanto, não reconheceram ainda o perigo extremo colocado pelo pensamento pós-modernista.
A influência pós-modernista claramente já infecta a igreja. Os evangélicos estão baixando o tom da sua mensagem para que as rígidas alegações de verdades do evangelho não soem tão desagradáveis aos ouvidos pós-modernos. Muitos evitam fazer afirmações inequívocas de que a Bíblia é verdadeira e todos os outros sistemas religiosos do mundo são falsos. Alguns que se intitulam cristãos foram ainda mais longe, determinadamente negando a exclusividade de Cristo e abertamente questionando sua alegação de ser ele o único caminho para Deus.
A mensagem bíblica é clara. Jesus disse, "Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim" (Jo 14.6). O apóstolo Pedro proclamou a uma audiência hostil, " ... não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos" (At 4.12). O apóstolo João escreveu, " . quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, todavia, se mantém rebelde contra o Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus" (Jo 3.36). Repetidas vezes as Escrituras enfatizam que Jesus Cristo é a única esperança de salvação para o mundo. " ... há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem" (1Tm 2.5). Somente Cristo pode expiar pecados e, portanto, somente Cristo pode dar salvação. " ... o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está no seu Filho. “Aquele que tem o Filho tem a vida; aquele que não tem o Filho de Deus não tem a vida" (1Jo 5.11,12).
Essas verdades são contrárias à doutrina central do pós-modernismo. Elas fazem alegações de verdade exclusivas, universais, declarando ser Cristo o único caminho para o céu e errôneos todos os outros sistemas de crença. Isto é o que as Escrituras ensinam. É o que a igreja verdadeira tem proclamado ao longo de toda sua história. É a mensagem do Cristianismo. E simplesmente não pode ser ajustado para acomodar as sensibilidades pós-modernas. Em vez disso, muitos cristãos simplesmente vão passando por cima das alegações exclusivas de Cristo, debaixo de um silêncio constrangedor. Pior ainda, alguns na igreja — incluindo alguns dos mais conhecidos lideres evangélicos — começaram a sugerir que talvez o povo possa ser salvo fora do conhecimento de Cristo.
Os cristãos não podem capitular ao pós modernismo sem sacrificar a essência da nossa fé. A alegação da Bíblia de que Cristo é o único caminho da salvação está certamente em desarmonia com a noção pós-moderna de "tolerância", mas é, no final de contas, exatamente o que a Bíblia claramente ensina. E a Bíblia, não a opinião pós-moderna, é a autoridade suprema para o cristão. Somente a Bíblia deve determinar o que nós cremos e proclamar isso ao mundo. Nós não podemos abrir mão disso, não importa quanto o mundo pós-modernista reclame que nossas crenças fazem de nós pessoas "intolerantes".”
quinta-feira, 14 de julho de 2011
Sermão de Paul Washer na Espanha
Estou de recesso por uns 20 dias das minhas atividades como educador. Preferi então não escrever nada para descansar a minha cabeça. Estou colocando vídeos que se harmonizam com nossa perspectiva de ministério visando ao avivamento da Igreja. Julguei proveitoso colocar este vídeo de Paul Washer, pregando na Espanha, na língua espanhola.
Bom proveito, amados.
El Matrimonio - El Ministerio Principal - Paul Washer
sábado, 2 de julho de 2011
Oração: A Maior Força do Mundo
Carmelo Peixoto
“Nesta era atômica, quando forças têm sido liberadas
para abalar os pensamentos e a imaginação do homem,
é bom lembrar que a oração transcende em poder todas
as demais forças. ( F. I. Huegel)
“Meu coração está tranqüilo - mas eu estou ansioso por avivamento.
Tenho paz, mas ainda estou em guerra contra os principados e
potestades e contra tudo o que atravanca e bloqueia o canal
por meio do qua o avivamento poderia vir à Igreja.”
(Leonard Ravenhill)
Se a oração não fosse a força mais poderosa no mundo, os homens já teriam mutuamente se destruído totalmente ao longo da história ou o sofrimento humano teria sido dez vezes maior. Graças a Deus que ela é a força mais poderosa da Igreja, pois não há força que toque o coração de Deus, como a oração. Desta convicção bendita é o que a Igreja mais precisa. Se não houvesse demônios enganando, roubando, matando e destruindo as almas, levando-as para a escuridão eterna, poder-se-ia objetar sobre a necessidade urgente de oração por avivamento na igreja e de intercessão por todos os homens. Mas, uma vez que já estamos em guerra e nos foi confiada a missão de anunciar as boas novas a todos (Mt 28:20), que Deus quer que todos os homens se salvem e venham ao conhecimento da verdade (1 Timóteo 2:4); então só nos resta apropriarmos desta abundante graça e nos rendermos a Ele em oração, adoração, serviço para que ele possa derramar suas bênçãos em nossas vidas e na vida da sociedade ao nosso redor.
Como é necessário manter a mente consciente da necessidade e importância da oração. Frequentemente, somos bombardeados pela importância de conhecer. O conhecimento tornou-se no mundo moderno secularizado elemento de posição, deixando outros aspectos devocionais em segundo plano. A Igreja esqueceu que o conhecimento da verdade é segundo a piedade: “Paulo, servo de Deus, e apóstolo de Jesus Cristo, segundo a fé dos eleitos de Deus, e o conhecimento da verdade, que é segundo a piedade,” (Tito 1:1) (Grifo nosso) e ainda Paulo: Porque a um pelo Espírito é dada a palavra da sabedoria; e a outro, pelo mesmo Espírito, a palavra da ciência; (1 Coríntios 12:8). Talvez por isso há muita gente conformada com tão pouco de Deus. Foram educados em boas escolas, foram para a universidade, o universo para eles não é mais sagrado, eles não conseguem mais ver o firmamento anunciando a obra de Suas mãos (Cf. Salmo 19:1), pois o seu modo de ver é o universo do olho humano natural ou do telescópio (olho tecnológico?); a natureza para ele não é mais a do capítulo 8 de Romanos, que geme com dores de parto, mas a dos ecologistas; a graça para ele parece não ser abundante para fazer que ele vença sua indolência; o mundo, a carne e o diabo tem alterado o olhar da Igreja, por isto ela está assim: indolente. Como ter sensibilidade se eu perdi a visão? O que eu não vejo não sinto, diz o adágio. O diabo é suficientemente sabido para impedir a visão do povo de Deus com o bombardeio de informações culturais e mundanas de todas as ordens: falsos conhecimentos científicos, apresentação de produtos tecnológicos fascinantes, tecnologias que distraem o cristão, ideologias anticristãs de natureza política e religiosa, introdução das ciências humanas no arraial da igreja, etc. Desse modo os cristãos não conseguem mais “ver” a terrível verdade, que prefiro descrever usando a frase de John MacArthur Jr.: "o mundo é um grande cemitério com todos caminhando para o fim." Quando a missionária Amy Carmichael escreveu o folheto o clamor do sangue ela usou exatamente a expressão a visão de uma grande verdade, que era as multidões caindo no abismo e a oposição de pessoas que tentavam dissuadir os que queriam impedir de as multidões cegas caírem no abismo.
O que isto tem a ver com a oração? A oração permite que coloquemos diante de Deus: mostra-me meu ponto cego! Abre a minha visão para ver como tu és grande, como o reino dos Céus é maravilhoso e como o inferno é terrível! Não me deixe na insensibilidade dos egoístas? Eu sei que o Senhor colocou nas mãos de Tua Igreja a Pérola preciosa que é o evangelho, não me deixes, pois, ceder às pressões do mundo, da carne e às oposições do diabo! Os homens de oração têm a sua visão adquirida com a oração, seu poder adquirido no recinto de oração. Paulo sabia disso quando escreveu:
“Não cesso de dar graças a Deus por vós, lembrando-me de vós nas minhas orações: Para que o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, vos dê em seu conhecimento o espírito de sabedoria e de revelação;Tendo iluminados os olhos do vosso entendimento, para que saibais qual seja a esperança da sua vocação, e quais as riquezas da glória da sua herança nos santos;E qual a sobreexcelente grandeza do seu poder sobre nós, os que cremos, segundo a operação da força do seu poder,” (Efésios 1:16-19)
Não cessava de dar graças e lembrando nas orações (pedindo) que os crentes tivessem espírito de sabedoria e de revelação, tendo iluminados os olhos do coração, para que soubessem qual a esperança da vocação deles e as riquezas da glória da sua herança nos santos. Os termos grifados pertencem ao campo do saber. Este conhecimento, contudo, não é intelectual, mental, fruto de raciocínio; é uma iluminação espiritual. Veja que tudo que começa com a oração, diz Paulo: lembrando-me de vós nas minhas orações. Ele sabia que esta visão só podia vir de Deus.
Hoje, diante de tantos desafios, precisamos orar assim. Dá-me a visão, Deus. É a única saída, oração nos padrões espirituais do Novo Testamento. A oração torna o homem de Deus fortalecido e o faz prosperar, ela o centro da vida cristã, nela podemos louvar, agradecer, adorar, confessar, ampliar nossa visão, receber consolo, interceder pelos pecadores, podemos ser chamados ao ministério, como Paulo em Atos 13, podemos pregar com poder, como a igreja em Atos 4. Precisamos de uma visão clara, ter o coração quebrantados pelos pecadores, sair da indolência; estamos diante de uma conspiração maligna que tenta nos paralisar. Nossa resposta deve ser erguida com a força que vem da oração, do clamor a Deus, pelos homens, pela igreja, pela família.
Deus nos dê a graça de orar para alcançarmos novas alturas na vida de oração. Só os salvos têm este privilégio e este prazer. Os homens têm o dever de orar sempre e nunca esmorecer.
carmelopeixoto.blogspot.com
carmelopeixoto.blogspot.com
Assinar:
Postagens (Atom)