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segunda-feira, 1 de maio de 2017

Oração: Recurso das Horas Difíceis

                                                                                   Carmelo Peixoto

"Disse-lhes Jesus uma parábola sobre o dever de orar sempre e nunca esmorecer..." Lucas 18:1

Em Lucas 22:39-54, Jesus está no Getsêmani com a alma angustiada até à morte, mas permanece em oração. Seu suor era como gotas de sangue. Os discípulos, diz a Bíblia, estava dormindo de tristeza (Lucas 22:45); em outra passagem, seus olhos estavam pesados (Mateus 26:43). Tudo isto porque a hora de passar deste mundo para o Pai havia chegado. Os discípulos já tinham sido avisados pelo Senhor que Ele seria entregue, na ceia, ao que Pedro respondeu: "Senhor estou pronto a ir contigo tanto para a prisão como para a morte.", (Lucas 22:33) quando, então, foi advertido que negaria conhecer Jesus, como de fato aconteceu.(Lucas 22:34,60). 

Esta foi uma hora difícil para Jesus, em que vemos sua fidelidade e perseverança em oração e submissão ao Pai: "não se faça o que eu quero mas o que tu queres." (Lucas 22:42) Mas para os discípulos foi insuportável a ponto de nocauteá-los de tristeza. Aqui nós vemos duas atitudes que o crente pode ter diante da hora difícil: Pode afundar de tristeza ou orar insistentemente alcançando o socorro do Senhor mesmo que no início da oração isto não pareça provável acontecer. Veja, por exemplo, como isto é verdade: "E apareceu um anjo do céu que o fortalecia". Então, Jesus foi socorrido por um anjo, Deus enviou um anjo para Jesus pois os amigos os tinham deixado só. Jesus viveu na agonia anterior à sua paixão e morte, no jardim do Monte das Oliveiras, o que ele ensinou no versículo que encabeça este texto: orar sempre e nunca esmorecer. Que fidelidade, que firmeza, como podemos confiar neste bendito Salvador!

Na nossa compreensão carnal, temos a tendência, como os discípulos a desistirmos ou sucumbirmos à tristeza do sono, ou à fuga. É um erro. Jesus ensinou diferente. Aprendemos aqui com o nosso Senhor o modelo de reação que temos de adotar nas horas difíceis: orar sempre e nunca esmorecer. Não há alternativa, não há atalho. Insistir, bater na porta do Pai de misericórdias, o Deus de toda a graça. Nossos getsêmanis têm que ser regados com oração para que a tristeza não nos faça dormir. E mais, o conselho de Jesus no verso 46 fica para sempre: "levantai-vos e orai para que não entreis em tentação."

domingo, 12 de março de 2017

Apóstolo Paulo: Homem de Visão, Homem de Oração

                                                                                                   Carmelo Peixoto

Por diversas  vezes ficamos inquietos e tentando descobrir por que não muitas pessoas mostram-se apáticas aos apelos da liderança para se dedicarem à oração na igreja, seja em cultos de oração semanal ou em trabalhos do tipo jornada de oração, reuniões especiais, etc. Causa estranheza e perplexidade o fato de tanta gente louvar a Deus e exaltar o nome de Deus nos cultos corriqueiros e dominicais, semana após semana, mas não comparecerem nem lamentarem o não comparecimento a tais reuniões de oração.

Há muito eu mesmo tenho me inquietado com este fato. Creio que nem sempre buscamos respostas na Palavra de Deus e isto é um problema para conseguirmos ver as causas das dificuldades que o povo de Deus enfrenta. Mas a Bíblia de fato tem respostas para estas e todas as outras indagações.

Estava lendo o livro de Efésios novamente quando cheguei ao capítulo 3:14-20 em que Paulo escreve que ora pelos Efésios focando nos aspectos espirituais da vida deles. Voltei então ao início do mesmo trecho e percebi que o apóstolo começa com a expressão "Por esta causa, eu...". Então compreendi que para Paulo fazer aquela oração ele tinha um motivo. Qual era? Estava explicado desde o início do capítulo 3 quando ele fala do mistério revelado a ele desde o versículo 2 até o 13. Paulo fala do mistério, que ele já tinha esclarecido desde o cap. 2. Quero citar só dois versículos para mostra a grandeza da revelação:

 "A saber, que os gentios são co-herdeiros, e de um mesmo corpo, e participantes da promessa em Cristo pelo evangelho; do qual fui feito ministro, pelo dom da graça de Deus, que me foi dado segundo a operação do seu poder." Efésios 3:6,7

Tal grandeza de revelação termina no verso 13, que antecede o fato de Paulo expor que ele costuma orar pela vida espiritual dos efésios. Aí está a explicação. Primeiro vem a visão da grandeza da obra de Deus, para depois vir o desejo, a necessidade e a consciência da responsabilidade da oração. Dizendo de outro modo, não podemos ter uma vida de oração que clama pelo Reino se nós não virmos a grandeza desse Reino. Não se pode exigir de irmãos um compromisso de oração se eles não tem a visão aberta. Isto explica em parte a apatia para com a oração tão reconhecida por pastores e líderes.

Voltando ao início do capítulo 3, Paulo inicia com a mesma expressão: "Por esta causa, eu ...".
Então voltei ao capítulo 2 e percebi a mesma coisa. Depois de revelar a salvação pela graça e a junção de judeus e gentios no corpo de Cristo (o mistério - gentios como co-herdeiros), depois de revelar estas maravilhosas verdades, Paulo reconhece/expressa sua condição de prisioneiro de Cristo Jesus pelos efésios: "Por esta causa, eu, Paulo, sou o prisioneiro de Jesus Cristo por vós, os gentios; (Efésios 3:1)

Novamente, antes vem uma revelação, depois uma atitude ou disposição. Ainda uma vez: note no capítulo 1. Primeiramente, Paulo trata da eleição, da predestinação, da revelação do mistério da vontade de Deus, da salvação pela fé no Evangelho, da garantia da salvação, para só depois, falar que estava orando. Ele começa exatamente a falar de oração no contexto do versículo 15 em que, não por acaso, inicia com a expressão "Por isso" e depois no versículo 16 afirma "Não cesso de dar graças a Deus por vós..."; queridos, muito significativo que Paulo vai pedir coisas espirituais para os efésios no verso 17. Fica, então claro, que primeiro aparece a visão da obra de Deus, em seguida a oração. É assim também conosco. A oração de um novo convertido é pequena e superficial, ou pelo menos tende a ser. Mas, a oração dos mais velhos tende a ser maior e mais profunda. Entendam. Tende a ser, isto é, em princípio.

Amados, não podemos ter uma vida de oração enquanto não tivermos a visão desta tremenda obra de Deus, que é a salvação, no nosso coração. Em todas estas passagens, primeiramente Paulo tem a visão celestial para depois interceder pelos efésios. A espiritualidade vem antes da ação, a revelação vem antes da espiritualidade. Tudo começa com Deus. É a graça do Evangelho de Cristo. A graça e a verdade vieram por Jesus Cristo. Portanto, devemos orar a Deus que abra o nosso coração para as insondáveis riquezas de Cristo, para que a nossa vida de oração seja uma vida frutífera, persistente, fortificadora. Não podemos esperar compromisso de oração de pessoas que estão dentro das igrejas mas tem um crescimento espiritual pequeno. Anões não veem longe a não ser que subam nos ombros dos gigantes. Oh, subamos as montanhas das páginas do Novo Testamento e vejamos, como Moisés no monte Nebo, as maravilhas de Canaã. Só assim, seremos guerreiros de oração. Agora posso compreender Paulo, homem de visão, homem de oração.



domingo, 19 de fevereiro de 2017

Para Os que Estão Desanimados


                                                                                                Carmelo Peixoto

Não pare de orar. Não pense que está sozinho. Pense nas promessas de Deus, elas são infalíveis e inerrantes. É fiel quem prometeu. Deus é Fiel. Continue confiando. Deus nunca decepciona os que O buscam, nunca rejeita um coração contrito. Leia a Bíblia, é a Palavra de Deus, Ele sempre fala com aqueles que buscam resposta na Palavra. Sempre os guia, sempre lhes dá esperança. Não pense que sua oração não será atendida só porque você está orando sozinho. Elias também pensava assim até que Deus lhe falou que tinha reservado sete mil homens que não dobraram os joelhos diante de Baal.(1 Reis 19:18)

Não desanime por causa de suas fraquezas pensando que não vai vencer; não há razão para isto porque "onde abundou o pecado superabundou a graça" (Romanos 5:20). Não pense que só a oração de certos irmãos são ouvidas pois a Bíblia, a Palavra de Deus, revela que todos temos acesso ao Pai por meio da fé em Jesus Cristo. (Romanos 5:2)

Não pense que o problema é insolúvel porque o Deus de Jesus Cristo é o Deus de toda esperança; e "porque todas quantas promessas há de Deus, são nele sim, e por ele o Amém, para glória de Deus por nós." ( 2 Coríntios 1:20)  Eu e você e todos quantos se chegarem a Deus por meio da fé em Jesus serão recebidos pelo Deus onipotente, onipresente e onisciente que, apesar dessa majestade, é misericordioso e sempre socorre os aflitos, os órfãos, as viúvas, o estrangeiro, o peregrino, os que se humilham, os pacificadores, os que esperam na sua misericórdia.

Não se considere superior a ninguém, nem busque prestígio da parte dos homens porque não fomos criados para receber honras, glórias e elogios e ou homenagens; fomos criados para o louvor daquele que fez todas as coisas, o céu, e a terra, e tudo quanto existe neles. Fez tudo formoso e com perfeição. Formou-nos no ventre de nossos pais e nos colocou nos arraiais deste mundo e nos escolheu para a sua glória. Não faça questão de nada. Descubra a vontade daquele que te ama, que tem cuidado de ti em todos estes anos, daquele que tem sido paciente e amoroso com você. Desfrute do Seu imensurável amor em Cristo Jesus, cresça no conhecimento daquele que perdoou todos os nossos pecados e que entregou Seu Filho por nós, a quem se agradou em dar o Reino. Não faça questão se alguns não reconhecem o teu valor porque Ele já provou que te ama naquela cruz. Isto basta, pois é a graça. Se está sendo humilhado(a), entregue-se Àquele que julga todas as coisas. Ele te exaltará no devido tempo para o louvor da glória dEle.

Leia a Bíblia todos os dias, ore todos os dias, medite na Palavra. Aprenda dele, gaste tempo com Ele, ele nunca te abandonará, Ele triunfará sempre acima de todo mal, traição, humilhação, perseguição, engano, violência... Grande é o seu nome. Chegue-se a Ele e Ele se chegará a você. Levante-se e ore! Lembre-se de Daniel cercado de Leões impotentes cuja boca foi fechada; lembre de José que foi primeiro ao poço, depois à prisão para depois ir  ao palácio. Lembre-se de Davi, perseguido e marginalizado antes de Reinar. Lembre-se Jesus, desprezado e rejeitado pelos homens, que "humilhou-se até à morte e morte de cruz" mas foi exaltado à destra de Deus, acima de todo principado e potestade e de todo nome que se nomeia não só neste século mas também no vindouro. Não desanime, mas deixe Deus trabalhar em você. Depois Ele trabalhará através de você. Orarei por você, ore por mim e por todos os santos. A luta é grande mas nosso Salvador e Senhor disse: "...no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.(João 16:33).

Levante-se e ore!


     


quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

A Autoridade da Palavra de Deus

                                                                                        Russell P. Shedd*

                      "A Palavra é a única marca perpétua e infalível da igreja" (Lutero)

Mostre-me um crente que vive santa e piamente, e eu lhe mostrarei uma pessoa que leva a Bíblia a sério. O poder transformador da Palavra depende do reconhecimento de sua autoridade divina. (...)
O que mais marcou a Reforma da igreja no século XVI foi a autoridade final e absoluta da Bíblia. Se homens com Martinho Lutero, Ulrico Zuínglio, João Calvino e John Knox tivessem uma fé menos bíblica, a grande mudança não teria acontecido.
Lutero fez sua declaração famosa em Worms, Alemanha, em 1522, diante de autoridades eclesiásticas e governamentais. Sua defesa foi simples. "se ninguém for capaz de me mostrar o erro de meus ensinamentos baseado na Bíblia, não posso retrair". foi na Bíblia que se firmou e, munido de uma convicção inabalável, declarou que não poderia agir de outra maneira. (...)
Os Puritanos, que seguiram os reformadores continentais, reivindicaram as Escritiras como a autoridade final para a crença religiosa. (...)
A Palavra precisa ser autoridade final sempre, como o muito apreciado Thomas Watson escreveu: "Pense em cada linha que você lê que Deus está falando com você". Em muitas igrejas atuais, não se prega a Palavra, de acordo com o Pr. Walter Brunelli, mas opiniões humanas. John Lightfoot observou: " A glória e a segura amiga de uma igreja é ser edificada sobre as Sagradas Escrituras."
Não devemos ficar imunes ao perigo que ameaça as igrejas evangélicas do Século XXI. Elas se acercam à Igreja Católica Romana medieval apelando para as massas se sujeitarem aos pronunciamentos e promessas dos pastores, bispos e "apóstolos" sem exigir que eles fundamentem suas posições  e declarações nas Sagradas Letras. Muitos pregadores não creem mais no pronunciamento de Lutero: " A Palavra é a única marca perpétua e infalível da igreja". O professor Bruce Shelley, escreveu: " Quem quer que leia, porém, os escritos do monge transformado, verá que a Palavra significava para ele mais do que doutrina corretamente formulada. A Palavra que produzia fé, na opinião dele, era dinâmica e ativa na alma dos crentes".  Não foi sem razão que, entre os marcos da Reforma, levantou-se a bandeira de Sola Scriptura. 

*Extraído de: Russel P. Shedd, autoridade e poder. São Paulo; Shedd Publicações, 2013. pp. 57-58

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Cristãos Anões: Um Grave Problema para a Tarefa da Igreja

                                                                                          Carmelo Peixoto

     

No começo, a gente evita fazer colocações com receio de ser visto como uma pessoa que tem atitudes antipáticas até que vamos adquirindo conhecimento bíblico e vamos discernindo problemas na igreja, quando, então, não dá mais para medir as palavras.

      Temos hoje um grave problema na igreja cristã do Brasil e creio também na igreja do Ocidente. A falta de crescimento espiritual, de conhecimento bíblico, de crescimento na graça; enfim de intimidade, de doutrina e de vida devocional.

      Nós nos acostumamos a isto, como se isto não fosse algo extremamente grave por ser prejudicial ao crescimento saudável da igreja. Como impactar um bairro, uma cidade, um estado ou província com uma igreja que não conhece a Bíblia e não tem conhecimento da sua vontade nem sabedoria nem inteligência espiritual? (Col 1.9) Resta alguma esperança neste sentido quando o apóstolo afirma que estas qualidades são pré-requisitos para andar dignamente diante do Senhor e frutificar em toda boa obra? (Col. 1.10).

      Não deveríamos nos conformar com isto, mas investir pesado no conhecimento de vida devocional do povo de Deus para que este tenha poder de interceder pelas famílias, pela igreja, pela nação e pelas autoridades, para que este povo tenha autoridade de pregar com a boca e com a vida. Deveríamos agradar só a Deus e exortar sem medo de ofender alguém pois sem tais conhecimentos não haverá fruto que traga glória para Deus.

      O resultado está aí: falta de poder de pais influenciarem os filhos no caminho de Deus, perda de foco na glória, foco em coisas deste mundo (secularização sutil ou descarada), ganância por prestígio, vaidade dos líderes, orgulho, defensiva mútua nas relações interpessoais (poucos tomam a cruz), religiosidade, invasão de falsos cristãos, rejeição da mensagem do evangelho, avanço de seitas, avanço de filosofias nocivas ao cristianismo bíblico, deturpação de valores; a lista não tem fim...

       Precisamos voltar a ter a Palavra de Deus,  a Bíblia, como alegria, nosso prazer, nossa ângulo de visão. Isto deve contagiar o povo. Quem principalmente a ensina a Bíblia ou prega sobre ela deve amá-la tão profundamente de modo que ao pregá-la ou ensiná-la, a luz poderosa das Escrituras Sagradas, com a benção do Senhor, possa penetrar o coração dos ouvintes a fim de que eles também amem a Palavra de Deus.

      O povo está sendo destruído por falta de conhecimento. Insisto, é grave. Devemos orar por todos, devemos orar pelo poder do Senhor nas nossas pregações e aulas. Não se trata de uma questão de conhecimento intelectual apenas, mas de clareza e discernimento espiritual pois é sobre isto que o apóstolo Paulo escreve "não cessamos de orar por vós, e de pedir que sejais cheios do conhecimento da sua vontade, em toda a sabedoria e inteligência espiritual;". (Col. 1.9)

      Que o Senhor nos conceda esta disposição de fazer o seu povo crescer no conhecimento e na graça, de ter intimidade com o Senhor, aliar doutrina e prática e virar esta mesa que o espírito anticristão do mundo tenta instalar.













sábado, 12 de novembro de 2016

Puritanos: Vida, Teologia e Piedade

                                                                                             Carmelo Peixoto


Foi realizada a Conferência de Teologia Vida Nova em João Pessoa - PB neste mês de novembro, de 8 a 10 na Primeira Igreja Batista. Nos dias 08 e 09, a preleção ficou por conta do Pr. Ricardo Barbosa (Igreja Presbiteriana do Planalto) que no dia 09 analisou a vida e a teologia de Richard Baxter a partir de dados de sua vida e de seus escritos e no dia 10 discorreu sobre a espiritualidade e a ética na tradição puritana. Após a preleção, havia um espaço para as perguntas. No dia 10, Pr. Hélder Cardin  apresentou  A relação entre a teologia e piedade nos puritanos. Foi muito esclarecedor e abençoador por isso mesmo porque as Escrituras estavam como pressuposto das preleções.
 J.I. Packer também foi citado durante a conferência como uma autoridade que se interessou, estudou, entendeu e interpretou a vida, a teologia e a vida prática dos cristãos nos séculos XVI, XVII, XVIII. No último dia (dia 11), Pr. Hélder tratou da piedade daqueles homens e mulheres, de sua teologia, sua piedade e devoção, sua perspectiva global da vida, incluindo a família e o papel do pai, a relação com os filhos, a pregação das Escrituras, tudo com citação de frases e alusão à considerações dos próprios autores puritanos como de estudiosos em relação a eles e a igreja moderna. Sobre este último ponto, que é o que mais me cativou, quero pôr algumas considerações pessoais.

Já conhecia desde o início dos anos 90 a obra de vários puritanos. Contudo, a conferência contribuiu para a reorganização das minhas impressões sobre a igreja desta geração. E aqui enumero algumas delas:

1 De fato, enquanto igreja moderna, estamos distantes e afastados desta perspectiva prática das Escrituras na nossa vida. Somos uma igreja sem transformar a vida do mundo mas moldada, na prática, por seus paradigmas e comportamentos seculares, realidade da qual já tinha certeza  e cujas convicções agora se fortaleceram.

2 Somos crianças na fé, anões espirituais, como afirmam alguns estudiosos do puritanismo, quando comparamos a nossa vida com a deles. Não estudamos o suficiente a Escritura, não meditamos nela, não a compartilhamos com poder e não temos muito fruto por causa dessa pequenez no exercício da devoção e piedade.

3 Temos um grande desafio de voltarmos ao primeiro amor, pois separamos a vida da Teologia. Saí reconhecendo a minha pequenez e a da minha geração com a certeza de que o caminho para exaltação passa pela humilhação diante da digníssima majestade de Deus, nosso bondoso Rei e Salvador.

4 Por último, destaco que se compreendermos a nossa maior necessidade, que é nos voltarmos para Deus como nossa prioridade maior, compreenderemos igualmente de modo claro as diversas dificuldades enfrentadas pelos cristãos desta geração e teremos mais chances de resolver nossos problemas eclesiásticos em todas as suas esferas.

Por último, escrevi este post para quem não esteve na conferência, vou postar algumas citações de puritanos com mais frequência nas próximas postagens. Sei que Deus é gracioso para fazer a diferença no coração de quem busca um avivamento espiritual.  


terça-feira, 25 de outubro de 2016

Compreendendo Avivamento Espiritual

                                                                                      Carmelo Peixoto

Ponho aqui algumas  formas de ver o avivamento derivada de meus estudos sobre o avivamento. Portanto, as considerações sob a forma de pensamentos sobre avivamento espiritual têm um ponto de vista pessoal, mas não subjetivo.

Avivamento espiritual é Deus totalmente no comando.

Avivamento espiritual é Deus usando de misericórdia com o Seu povo e com a sociedade em geral.

Avivamento espiritual é o que deveria sempre ter acontecido ao longo dos séculos na história da igreja.

Avivamento espiritual é graça sobre graça revelando-se na igreja em Cristo Jesus para um mundo caído.

Avivamento espiritual é a luz de Cristo resplandecendo poderosamente na igreja.

Avivamento espiritual é o triunfo da luz sobre a natureza caída na carne mortal dos cristãos.

Avivamento espiritual é depois da salvação a maior bênção que um cristão pode receber de Deus.

Avivamento é o testemunho de que a igreja está em obediência a Cristo.

 Quero acrescentar abaixo uma informação fundamental sobre avivamento numa frase de Dr. W. Graham Scroggie, citada por Stephen Olford na apresentação do livro clássico Fogo do Avivamento, de Wesley L. Duewel:

 Foi o DR. W. Graham Scroggie que disse certa vez que 'jamais houve um avivamento espiritual que não começasse com um profundo senso de pecado. Nunca estamos preparados para o avanço espiritual até que vejamos a necessidade de nos livrar daquilo que o tem impedido e que, aos olhos de Deus, é pecado'. A promessa de Deus é clara: e se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, orar e buscar a minha presença, e se desviar dos seus maus caminhos, então ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra. (2 Cr 7.14)". 

Portanto, amados, devemos buscar a Deus, orando por um avivamento. Se Ele derramar ou quando Ele derramar um avivamento sobre nós,  venceremos o mal em muitas batalhas na nossa geração. Poderemos transformar o mundo, alcançando muitas vidas para Cristo, que é a missão que o Senhor nos deu.

Que venha este avivamento, esta deve ser a nossa oração em nome de Jesus.